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· 8 min de leitura

O que levar na primeira viagem internacional: o checklist

A validade do passaporte, o novo controle de digitais da UE, dois cartões, um eSIM e um adaptador: o que levar na primeira viagem internacional.

Um passaporte escuro erguido diante da janela de um avião, com o céu azul lá fora.
Foto: Blake Guidry / Unsplash

1ª VIAGEM

Sua primeira viagem ao exterior

Quando
Qualquer época do ano
Na mala
Passaporte, seguro, dois cartões, adaptador

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Na primeira viagem internacional, comece pelos documentos: passaporte com a validade que o destino pede, visto ou autorização de viagem se o seu passaporte precisar, seguro viagem e cópias. Depois, dois cartões e um pouco de dinheiro local, um eSIM ou roaming, um adaptador de tomada e seus remédios na caixa, tudo na bagagem de mão.

A história

É a noite antes da sua primeira viagem ao exterior, uma semana em Lisboa, e a cama está coberta de coisas. Você começa pelo que não dá para comprar lá. O passaporte vai numa bolsinha com zíper: você conferiu a validade meses atrás, porque Portugal, como o resto do espaço Schengen, pede pelo menos três meses de validade depois do dia em que você sai, e tirar um novo leva semanas. Junto vão a apólice do seguro impressa, a passagem de volta e o endereço da primeira noite. Você fotografa a página de dados do passaporte e salva a foto num lugar que abra sem internet.

Depois, o dinheiro: dois cartões, um na carteira e outro num bolso interno da mochila, para que perder um não acabe com a viagem. Nesta semana você conferiu o app do banco e quanto ele cobra no exterior. Alguns euros em espécie dão conta do primeiro dia. No celular, um eSIM para Portugal já está instalado, pronto para ser ativado quando você pousar.

O adaptador vai junto com os carregadores: as tomadas de Portugal são para plugues de dois pinos redondos (tipos C e F), em 230 V. Os carregadores do celular e do notebook dizem de 100 a 240 V, então só precisam do adaptador. A chapinha não é bivolt, então fica em casa.

Na bagagem de mão vai tudo o que você não pode perder: a bolsinha, os cartões, seus remédios na caixa com a receita, os carregadores e o carregador portátil, que nem pode ir na mala despachada. Vai também uma muda de roupa, caso a mala atrase, com um suéter por cima. Os líquidos cabem num único saquinho transparente, sem nenhum frasco com mais de 100 ml.

No raio-x, o saquinho transparente passa sozinho numa bandeja. O voo é noturno e, lá pelas três da manhã, a cabine esfria: sai o suéter. Em Lisboa, o agente da imigração tira uma foto e colhe suas digitais para o novo Sistema de Entrada/Saída da UE, pergunta onde você vai ficar e libera a entrada. Não tem carimbo. Quando a sua mala aparece na esteira, o celular já tem sinal.

A primeira viagem ao exterior se resume a poucas coisas que não dá para repor lá: documentos, dinheiro, um celular funcionando e seus remédios. Leve isso primeiro, na bagagem de mão, e depois as roupas para o clima.

O que levar na primeira viagem internacional

Primeiro os documentos e o que não dá para repor, na bagagem de mão; depois, as roupas.

Documentos

  • Passaporte com validade suficiente: alguns países pedem seis meses depois da viagem, e o espaço Schengen, pelo menos três meses depois do dia em que você sai.
  • Visto ou autorização de viagem, se o seu passaporte precisar no destino: confira nos sites oficiais que estão em Bom saber.
  • Seguro viagem com cobertura médica: o número da apólice e o telefone de emergência, no papel e no celular.
  • A passagem de volta e o endereço da primeira noite: a imigração pode pedir para ver.
  • Certificado internacional de vacinação, se o destino pedir: confira as regras de entrada.
  • Cópias da página de dados do passaporte e do seguro: uma foto que abra sem internet no celular, e uma cópia em papel, longe dos originais.
  • Uma última conferida na porta, item por item: passaporte, cartões, celular e chaves. No Wayboard, o cartão Não esqueça deixa os documentos à vista, e a Conferência final passa por eles um por um.

Dinheiro

  • Dois cartões, um de débito e um de crédito, guardados em lugares diferentes: se um for perdido ou bloqueado, o outro continua funcionando.
  • Um pouco de dinheiro em espécie na moeda local: o bastante para o ônibus, o café e as gorjetas do primeiro dia.
  • O app do banco, conferido antes de sair: alguns bancos ainda pedem aviso de viagem, e as tarifas no exterior mudam de um banco para outro.

Celular e energia

  • Um eSIM para o destino ou o plano de roaming da sua operadora, configurados ainda em casa: o eSIM precisa de um celular compatível e desbloqueado.
  • Mapas offline e as reservas salvas no celular, caso você pouse sem sinal.
  • Um adaptador para as tomadas do destino.
  • Carregadores que digam de 100 a 240 V: só precisam do adaptador. Secador ou chapinha que não seja bivolt fica em casa.
  • Carregador portátil, na bagagem de mão: ele não pode ir na mala despachada.

Saúde

  • Seus remédios na caixa original, com a receita, alguns dias a mais e o nome genérico anotado: voos atrasam, e as marcas mudam de um país para outro.
  • O básico para a primeira noite: analgésico, curativos e algo para o estômago.

Bagagem de mão

  • Tudo o que está acima e não dá para repor: documentos, cartões, remédios, carregadores e o carregador portátil.
  • Uma muda de roupa e uma escova de dentes, caso a mala atrase.
  • Líquidos em frascos de até 100 ml, num único saquinho transparente com fecho, de até 1 litro.
  • Um suéter ou casaco leve para o avião: em voos longos, a cabine pode esfriar.

Roupas

Bom saber

  • Passaporte: confira a data de validade assim que começar a planejar. Para o espaço Schengen, ele precisa valer pelo menos três meses depois do dia em que você sai e ter sido emitido nos últimos dez anos, segundo o portal A sua Europa (conferido em 30 de setembro de 2026). A Polícia Federal entrega o passaporte comum entre 6 e 10 dias úteis depois do atendimento, que precisa ser agendado, segundo o gov.br (conferido em 30 de setembro de 2026).
  • Entrada na Europa: o ETIAS, a nova autorização de viagem da UE para visitantes de países isentos de visto, ainda não está funcionando, e a UE vai anunciar a data de início com meses de antecedência; confira no site oficial do ETIAS (conferido em 30 de setembro de 2026). O Sistema de Entrada/Saída funciona por completo nas fronteiras externas do espaço Schengen desde 10 de abril de 2026: na primeira entrada, tiram uma foto e colhem as digitais, e o passaporte não é mais carimbado, segundo o guia do EES da UE (conferido em 30 de setembro de 2026).
  • Estados Unidos, Reino Unido e Canadá: quem vem de países do Programa de Isenção de Visto, como Portugal e Chile, precisa de uma autorização ESTA aprovada antes de voar para os Estados Unidos, segundo o esta.cbp.dhs.gov (conferido em 30 de setembro de 2026); se o seu país não está na lista do programa, confira se precisa de visto. A maioria de quem visita o Reino Unido precisa de uma ETA ou de visto; a ETA custa 20 libras, e a resposta costuma sair em um dia, segundo o GOV.UK (conferido em 30 de setembro de 2026). A maioria dos viajantes isentos de visto que chegam ao Canadá de avião precisa de uma eTA, que custa 7 dólares canadenses e costuma ser aprovada em minutos, segundo o canada.ca (conferido em 30 de setembro de 2026). Para outros destinos, o Itamaraty orienta consultar a embaixada ou o consulado do país, no gov.br (conferido em 30 de setembro de 2026). Faça os pedidos só nos sites oficiais: os outros cobram taxas próprias.
  • Líquidos: na cabine, cada frasco pode ter até 100 ml, todos num saco transparente de até 1 litro, e remédios e comida de bebê ficam fora do limite, segundo o portal A sua Europa (conferido em 30 de setembro de 2026). Alguns aeroportos com scanners novos permitem mais, então confira as regras de cada aeroporto do trajeto, inclusive na volta, como orienta o GOV.UK (conferido em 30 de setembro de 2026).
  • Remédios: alguns remédios permitidos no Brasil são proibidos ou controlados em outros países, então confira as regras do destino. Leve-os na bagagem de mão, na embalagem original e com a receita: nos voos internacionais que saem do Brasil, remédio líquido acima de 100 ml passa na inspeção com a receita, física ou digital, segundo a Anac (conferido em 30 de setembro de 2026).
  • Seguro: os consulados brasileiros não pagam despesas médicas no exterior, segundo o Itamaraty (conferido em 30 de setembro de 2026). Um seguro viagem com cobertura médica cobre as emergências e, dependendo da apólice, a remoção médica.
  • Dinheiro: quando a maquininha ou o caixa eletrônico oferecer cobrar em reais, você pode escolher a moeda local, que muitas vezes sai mais barata.

Perguntas

Quanto tempo de validade o passaporte precisa ter para viajar?

Depende do país: alguns pedem seis meses depois da viagem, e o espaço Schengen pede pelo menos três meses depois do dia em que você sai, com um passaporte emitido nos últimos dez anos. Confira a data assim que começar a planejar: tirar um novo leva semanas.

Quais documentos levar em uma viagem internacional?

Passaporte com validade suficiente, visto ou autorização de viagem se o seu passaporte precisar, seguro viagem, a passagem de volta e o endereço da primeira noite. Leve também cópias: uma foto no celular e uma cópia em papel, longe dos originais.

O que levar na bagagem de mão em voo internacional?

Tudo o que você não consegue repor se a mala atrasar: passaporte, cartões, remédios, carregadores, o carregador portátil e uma muda de roupa. Os líquidos vão em frascos de até 100 ml, num único saquinho transparente de até 1 litro.

Precisa avisar o banco antes de viajar para o exterior?

Alguns bancos ainda pedem aviso de viagem, e outros não: confira no app do banco antes de sair, junto com as tarifas no exterior. Leve dois cartões, guardados em lugares diferentes.

Precisa de adaptador de tomada para viajar para o exterior?

Na maioria das vezes, sim: o formato das tomadas muda de país para país. Confira também os carregadores: a maioria dos carregadores de celular e notebook diz de 100 a 240 V e só precisa do adaptador.

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